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quinta-feira, 31 de julho de 2014

Toscana, começando por Florença

Quando dizem que as coisas param na França no verão não estão de brincadeira. Toda aquela burocracia fica mais devagar do que o normal e o que resta é esperar. Aí a gente aproveita para dar uma passeada enquanto espera as coisas desenrolarem, certo?

Meus pais vieram passar um mês aqui visitando a gente e aproveitamos parte desse tempo para passear junto com eles. Meu pai sempre quis conhecer a Itália e como estamos aqui do lado, aproveitamos a oportunidade. Nosso primeiro destino foi Florença, na Toscana – ou Firenze, em italiano. Há muito tempo que tenho interesse em conhecer a Toscana, com suas azeitoneiras oliveiras. De carro, saindo de Nice, são aproximadamente 420km. As estradas são muito boas, então eles (google maps) calculam algo em torno de 4h30 para esse trajeto. O que pudemos perceber até agora é que essa previsão que o google maps dá é excelente – a menos que tenha algum imprevisto na estrada, claro.


Minhas queridas azeitoneiras (as árvores com folha mais clara). Foto tirada já em Florença, vista do alto do Jardim Bóboli.




Esse trajeto Sul da França–Norte da Itália é bem lindo de se fazer de carro, pois uma parte do trajeto é feita no litoral, tendo como vista o maravilhoso e cristalino mar mediterrâneo. Depois, quando embrenhamos mais para o interior da Itália, vemos campos a perder de vista. Para mim foi muito interessante, pois estou acostumada com os campos de Minas Gerais, ou seja, montanhas. Aqui é tudo tão plano que me encantou! Claro que amo minhas montanhas de Minas, mas é interessante variar um pouco também!







É impressionante a diferença. Mais próximo da França passamos dentro de inúmeras montanhas. São incontáveis túneis. Em algumas partes do trajeto, você mal sai de um e já entra em outro, como na foto acima. Depois, mais para o interior da Itália, os campos são completamente planos, como na outra foto. Coisa linda de se ver. E, claro, o mar.

Decidimos nos hospedar em Impruneta, ao invés de Florença propriamente dita, unicamente para economizar. O fato de estarmos de carro, e não existir hotel com estacionamento incluído em Florença – pelo menos, não que eu conseguisse achar – contribuiu para essa escolha também. Acabou que foi ótima essa opção e com o carro ficou fácil irmos todo dia para a borda da muralha que cerca a Florença antiga. Um boa dica para quem está de carro e não quer pagar o olho da cara que cobram em estacionamento é: vá para a Piazzale Michelangelo. O estacionamento lá é grátis e não fica entupido. Só no primeiro dia, que já chegamos tarde, paramos em estacionamento e acabamos pagando. O outro dia era um domingo, dia de estacionamento livre nas ruas. Na segunda descobrimos a praça e já fomos direto para lá. Foi uma economia de aproximadamente 20 euros por dia. A única desvantagem é caminhar o mesmo trajeto todos os dias, do carro para a cidade e depois voltar, mas nem acho uma desvantagem tão grande assim.


Impruneta - praça principal


Igreja de Impruneta


Porta para a parte histórica de Florença


Florença é um daqueles lugares que você vai, anda o dia inteiro, descobre muitos lugares interessantes, vai embora e não vê tudo que a cidade tem a oferecer – a menos que você passe um bom tempo lá. Considerada o berço do Renascimento italiano, é a cidade natal do escritor de A Divina Comedia, Dante Alighieri. A cidade foi governada pela família Médici desde o início do século XV até meados do século XVIII. Até hoje podemos ver os efeitos desse governo na cidade, pois a família investiu pesado na cultura e os dois palácios que os Médici habitaram (não sei a respeito de outros, se houveram) foram transformados em museus e estão cobertos de obras de arte – muitas delas, parte do acervo da família.


Palazzo Pitti


O primeiro dia acabamos chegando já bem tarde, pois fizemos a viagem com calma, para os meus pais poderem apreciar a paisagem. Além disso decidimos dar uma volta por Impruneta antes de seguir para Florença. Como chegamos lá por volta de umas 18h, só demos uma volta pela cidade e planejamos o dia seguinte. Aproveitamos para ir na famosa Ponte Vecchio, sobre o Rio Arno. A vista dela para o rio é maravilhosa, assim como a visão dela de longe. Dizem ser uma das pontes mais antigas da Europa e podemos ver lojas, lojas e mais lojas, dos dois lados da rua e todas essas lojas são de jóias! Tem ouro por todo lado ali. Além das lojinhas, mais no fim do dia podemos ver artistas de rua se apresentando na ponte.




Nessa foto estávamos na Ponte Vecchio, vendo outras pontes.


O difícil é manter o olho aberto com o sol na cara!


Há algum tempo, a difundida tradição de casais colocarem cadeados nas pontes e jogarem as chaves ao rio, era praticada aqui em Florença. Porém os cadeados eram removidos de tempos em tempos, o que acabava danificando a ponte. Hoje essa tradição foi abolida no local e há uma multa para quem for pego deixando seu cadeado por lá.




Sol despedindo da gente no último dia atrás da Ponte Vecchio.


De lá, andando pelas ruelas, acabamos caindo na Piazza della Signoria, que é a praça central de Florença, com o Palazzo Vecchio. A essa altura já estava anoitecendo e decidimos ir mais cedo para o hotel e tentar começar o dia seguinte mais cedo.


Palazzo Vecchio


Hermes matando a Medusa.


Réplica de Davi, de Michelangelo.


Para o dia seguinte, domingo, tínhamos planejado ir ao Palazzo Pitti e aos Jardins Bóboli. Tem que ficar esperto pois, na maioria das cidades, os museus fecham às segundas-feiras. Então tínhamos que garantir e ir no domingo nos locais que estariam fechados no dia seguinte. O Palazzo Pitti foi residência urbana de Luca Pitti, um rico banqueiro florentino. Em alguns locais, li que os Pitti e os Médici eram rivais. Em outros li que eram amigos. Dessa forma não sei o tipo de relação que possuíam, mas em meados do século XVI o palácio foi vendido dos Pitti para os Médici e hoje abriga um enorme museu.






Aos fundos do palácio ficam os Jardins Bóboli, ou Giardino di Boboli. Confesso que fiquei um pouco decepcionada ao ver os jardins, pois esperava flores e mais flores. Definitivamente não foi o que encontramos. Ao invés das flores, o jardim é repleto de esculturas, de todos os tipos e tamanhos. É um passeio interessante, só não foi o que eu esperava.


Netuno, também conhecido como Poseidon.














As únicas flores que achei no jardim todo!




Pelo que meu pai falou essa gruta aí aparece em Inferno, livro mais recente de Dan Brown. Como eu não li ainda, fico devendo mais detalhes para vocês!
 
Daí partimos para a Galeria dell’Accademia, que é o local onde se encontra a escultura original Davi, de Michelangelo. A escultura, feita em mármore de Carrara, mede 5,17m e é considerada uma das mais importantes obras do Renascimento – e, de longe, a minha favorita! A peça ficava na Piazza della Signoria, mas para uma melhor conservação da mesma, foi transferida para a Accademia em 1873. Só como curiosidade, Michelangelo levou 3 anos para concluir sua obra (1501-1504) e a apresentou no dia mais importante do ano, 08 de setembro – meu aniversário \o/ hehehehehe


<3




Foto jacu, aqui vamos nós!

Mais uma vez, fiquem atentos ao horário, pois o local não é muito grande e não comporta muita gente de uma vez. Como consequência, a fila é longa. Aguardamos em torno de 45 min na fila e entramos quando já estava próximo de fechar. O horário que colocam para o encerramento não é a hora de fechar as portas para entrada não. Deu aquele horário, eles expulsam quem está dentro sem dó nem piedade. Então tentem entrar faltando pelo menos meia hora para fechar, pois além do Davi tem outras obras interessantes por lá. Pelo que entendemos, é possível reservar a entrada por telefone, mas não tentamos a sorte. Quem quiser tentar, nos avise se deu certo!

Semana que vem o resto da viagem aparece aqui!

Até a próxima! =)

6 comentários:

  1. Respostas
    1. Curti tbm Carol!!! (apesar de ainda preferir a França hehehe)

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  2. Adorei rever Florença! Quero voltar um dia! Lindíssimo pôr do sol! Beijos

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    1. Achamos lindo tbm Socorro! A cidade é bem legal! Não gosto de lembrar é do calor! hahahahahaha
      Beijos!

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  3. Depois de 40 dias sem mexer em computador e já de volta ao Brasil, q bom recordar p amenizar um pouquinho a saudade. Amo vocês.

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    1. Coitado do seu computador, ficou abandonadíssimo! Mas desde antes de vc vir, sua cara de pau! hehehehehehehe
      Hoje tem a segunda parte da viagem!
      Amamos vocês também!

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