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sexta-feira, 7 de abril de 2017

Barcelona, sobre hotel, transporte e La Rambla


Ei pessoal! Hoje é dia de contar para vocês um pouco do nosso roteiro em Barcelona! Eu confesso que estava bem animada para conhecer a Espanha, já que é um país bem mais parecido com o Brasil e eu já estava morrendo de saudade das nossas comidas e do “calor latino”. Hehehehe

Além do mais na Espanha tem TAPAS! Gente! Outra coisa que eu estava morrendo de saudade era de comer “petiscos”, pq não tem disso na França. E o mais próximo que eu pensei de conseguir algo do tipo foi na Espanha. Então estava a empolgação em pessoa!




Vou começar falando um pouco do hotel então... Não vou negar que a gente ~quase sempre escolhe o hotel pelo preço. Quando a gente viaja, passamos pouquíssimo tempo em “casa”, então o local sendo limpo, seguro e tendo café da amanhã, para nós está ótimo! Quando estamos de carro, procuramos algum local que tenha estacionamento incluído, ou que tenha local seguro para parar nas redondezas. Não costumamos importar em ficar longe da cidade, pois a locomoção e o transporte público na Europa costuma ser bem eficiente. Então nesse caso, como estávamos com o carro, escolhemos o Hotel Ath City Park Sant Just, pois apesar de ser beeeem distante da cidade, tinha estacionamento incluído na diária. A vantagem, além do estacionamento, é que tinha uma estação do tram bem na porta. A desvantagem é que a “viagem” para o centro de Barcelona demorava de 30-40 minutos. No nosso peso de “custo-benefício”, valeu a pena e não nos arrependemos. O hotel era bem limpinho, as camas confortáveis, então ok.

Quando a gente chegou na estação do Tram, vimos que tinha algumas máquinas de auto-atendimento para comprar a passagem. Existe a possibilidade de comprar o ticket unitário ou o T10 que vem com 10 passagens e pode ser usado no tram, metrô ou ônibus. Como a gente pretendia rodar bastante pela cidade, compramos um T10 para nós dois e quando esse acabasse, compraríamos outro. O que nos deixou um pouco confusos na hora de comprar, são as diferentes passagens com acesso a diferentes “zonas”. Depois de quebrar um pouco a cabeça no mapa disponível na parede da estação, chegamos à conclusão de que o ticket que dava acesso apenas à ZONA 1 seria suficiente, pois praticamente todas as atrações turísticas estão inseridas nessa zona. A gente acabou não tirando nenhuma foto do terminal de compra e do mapa, shame on us. Mas não tem muito erro não, é bem intuitivo, quando se entende como funcionam as Zonas.

A máquina tem opção de línguas, espanhol, inglês, catalão e francês. É touch screen e aceita cartão de crédito e débito, mas não aceita notas. Então se for pagar em dinheiro, leve moedas. Conferi no site do tram os valores atuais de uma passagem está 2,15 euros e o T10 está 9,95 euros.

 




Bom, depois de pegar o tram, precisávamos pegar o metro. Nesse primeiro passeio, optamos por descer na estação Drassanes que fica praticamente no monumento Columbus, em La Rambla.

Esse monumento foi construído em homenagem ao “descobridor” Cristóvão Colombo. A estátua foi erguida na praça do Portal da Paz, ou Portal de la Pau, que fica entre o sul da Rambla e o Passeio de Colombo, em frente ao Porto de Barcelona. Ela está situada no alto de uma coluna de ferro, o que faz com que o monumento tenha uma altura total de 60m.




A rua La Rambla é uma rua para pedestres que liga a Praça da Catalunha ao Porto Velho, na Cidade Velha. É uma zona, com mais pedestres por metro quadrado do que eu imaginava ser possível. Hehehehe

Muita gente passeando, muita barraquinha de comida, de lembrancinhas, de roupa e de tudo mais que você puder imaginar. A gente pegou La Rambla em direção à Plaça de Placa Catalunya, pois já estávamos ficando com fome e pretendíamos procurar um lugar para comer.


 Aí você se pergunta... você acabou de falar que era cheio de barraquinha na rua Rambla. Por que não comer por lá mesmo e aproveitar o clima dessa parte da cidade? Aí que está! Em TODOS os lugares que li a respeito de Barcelona era unanime a dica de não comer em hipótese alguma em La Rambla pois é o maior pega turista do mundo e a qualidade é péssima!

Confesso que depois de ler tanta coisa ruim não quis arriscar, mas os pratos não pareciam feios não. E estavam muito cheirosos. Mas fato é que os restaurantes estavam realmente bem cheios. Senão mesmo com medo, Felipe queria arriscar. Mas para evitar ficar séculos esperando pela comida, decidimos ir pros lados da Catalunya, já que tínhamos lido boas indicações de alguns restaurantes por lá.


Outra coisa que tinha demaaaaaais na Rambla eram esses artistas de rua. Mas o pessoal lá leva o negócio a sério e tem umas "fantasias" fantásticas! Muuuuito turista pedindo pra tirar foto com eles e não vi nenhum forçando a barra pra receber dinheiro em troca. Claro que é bem legal você dar uma ajuda se quiser tirar foto com eles, mas não vi nenhuma coação ou algo do tipo que vemos em alguns outros países.

De todo modo, ficar com os olhos bem abertos é sempre recomendável, principalmente em um algomerado tão grande de gente – como ficou claro algumas fotos aí pra cima. 😉




A Espanha era um lugar que não queríamos lanchar sanduíche durante o dia para economizar, simplesmente porque eu AMO tapas – acho que já mencionei isso né? Hehehehe

Então queríamos aproveitar TODAS as oportunidades para comer essas delícias espanholas! Acabou que comemos no restaurante Txapela. Por ironia do destino lá não tinha tapas e sim espetinhos variados. Para mim era quase uma forma diferente de tapas, pois seguia o mesmo modelo. Porções minúsculas e baratas que você pede varias para poder experimentar uma maior variedade. No fim das contas foi uma delicia e não nós arrependemos nem um pouco de ter feito essa opção!


Um ponto a ser ressaltado é o serviço de mesa em Barcelona – não sei se nas outras cidades espanholas segue esse padrão, me contem aí nos comentários – é que eles não tem muita pressa. Vimos diversas pessoas levantando e indo embora de restaurantes por causa da demora no atendimento. Inclusive atrasamos um pouco um de nossos passeios por causa da "calma" deles em trazer a conta! Quem está sendo atendido no balcão acaba sendo atendido mais rápido – foi nesse local que decidimos nos sentar depois da primeira experiência tãaaaaao demorada. Hehehehe




Depois do almoço, tínhamos reservado o ingresso para o parque Guell.

Mas vou deixar essa parte para um próximo post, porque tem muita coisa para falar sobre o parque, ele vai ter um post especial!

Então até breve! 😊

Samara 💙

sexta-feira, 31 de março de 2017

Um paraíso chamado Porquerolles


Desde antes de vir morar na França eu tinha ouvido falar da ilha de Porquerolles e visto algumas fotos de lá e elegi como um dos lugares mais lindos do mundo e que eu precisava conhecer! Quando surgiu essa oportunidade de vir passar um tempo na França, coloquei a cidade como um dos principais locais que queria visitar. Aproveitamos um fim de semana de junho para ir. Escolhemos junho pois já estava calor suficiente, mas ainda não era alta temporada de verão e, imaginamos, estaria mais vazio.

Antes de começar o post de verdade, peço desculpas mas dessa vez as fotos ficaram meio desfalcadas. Não tiramos tantas para as dicas como costumamos fazer, mas isso não se tornará um hábito. Hehehehe

Mas fiquem tranquilos que fotos das praias não faltam! 😉




Na ida aconteceu algo conosco que pode ajudar alguém que esteja passeando de carro pela França também. Os pedágios aqui, em sua maioria, são automáticos. Você insere as moedas – ou cartão europeu – e ele libera a cancela. Eis que a máquina engoliu o ticket e deu erro. Não cuspiu o ticket de volta e não podíamos pagar. Ficamos alguns segundos sem entender o que tinha acontecido. Caso aconteça isso, basta apertar o botão vermelho à direita que um funcionário vai atender, como um telefone. Falamos que tínhamos um problema no ticket e a moça que nos atendeu falou que mandaria alguém. Em 2 minutos chegou um funcionário e liberou a cancela para nós, após o pagamento.


Bom, prosseguindo com as dicas da viagem... nós não nos hospedamos na ilha, mas sim na cidade continental, Hyères. Além do hotel ser muito mais caro na ilha, a variedade é menor e esgota rápido. Acaba que Hyères pode ser a melhor opção. Para ir a Porquerolles fomos de carro até a pontinha da cidade, onde tem o porto de onde saem os barcos para a ilha. Quando fomos, em 2014, custava 19,50 euros por pessoa ida e volta e o trajeto dura 20min. Nós fomos para lá sábado e domingo, considerando o valor do ferry nos dois dias, mais o valor do estacionamento para o carro, não chegava nem perto do quanto teríamos que pagar a mais se ficássemos mesmo na ilha. Então imaginem a “bagatela” que custa! Caso alguém saiba de um hotel com valor acessível dentro de Porquerolles pode me contar nos comentários!


Chegando em Porquerolles, rumamos para a praia. La Courtade é a mais movimentada delas, mas a primeira que decidimos ir foi a Plage d'Argent – ou praia de Prata – pois eu tinha lido sobre ela e todos nos blogs a elogiavam muito. Eu simplesmente amei a bendita!! É maravilhosa! É uma das que fica mais perto do centro da cidade e é facilmente acessível a pé, após 30 min de caminhada, aproximadamente, em estrada de terra, mas larga e bem cuidada. Quando bati o olho falei com Felipe que não queria ir embora mais. Poderia ficar por lá e ser feliz! :P




Na ilha não é possível transitar de carro. Acredito que os moradores tenham uma espécie de cartão para entrar com automóveis lá, mas imagino que só podem usá-lo para compras ou coisas do tipo – assim como acontece em centros históricos das cidades por aqui. Por esse motivo, dentro da ilha, são pouquíssimos os carros que vemos e não há nenhum tipo de transporte público. Isso significa que se você quiser ir nas praias mais distantes, ou vai caminhar 3 horas, ou precisar alugar uma bicicleta! 

Tinha mais de 10 anos que eu não andava de bicicleta gente! Confesso, estava morrendo de medo de tentar em uma ilha com estrada de terra e cheia de pedestres no meio do caminho! Nós já tínhamos combinado que nesse primeiro dia passearíamos à pé e no dia seguinte pegaríamos a bicicleta para ir nas praias mais distantes, mas após esse primeiro passeio, Felipe insistiu para voltarmos e pegar uma bike de uma vez. Depois de me convencer a arriscar a saúde dos meus joelhos, voltamos para perto do porto e alugamos a bendita bicicleta. (Que não tiramos foto, shame on us).


A gente tinha decidido levar uns sanduiches para esse primeiro dia e comemos na primeira praia mesmo, pois ficamos lá um pouco mais de tempo.

Depois de pegar a bicicleta eu fiz alguns testes, não caí imediatamente, então prosseguimos, já "motorizados"
e eu ainda morrendo de medo. Fomos então para as praias mais distantes, mais ou menos 5km de distância do centro da cidade – seria uma bela caminhada de 10km, né?


A primeira que paramos foi a Plage du Langoustier. O trajeto é bem bonito, como vocês podem ver pelas fotos, mas a praia em si não é das melhores não. Fiquem espertos porque a primeira que vemos é a Plage du Langoustier Noir (que também não tem foto. Gente, o que aconteceu conosco nessa viagem? Cruzes!). A Langoustier Noir tem a areia/pedras quase marrons, e não tem uma beleza que chame muita atenção não. 

Logo adiante, do lado oposto, tem a outra, com areia mais clarinha. Demos um mergulho mas não nos encantou tanto quanto a D'Argent. Deu pra descansar um pouco da pedalada e seguimos de volta, para ir na Courtade. Ela é, realmente, bem mais movimentada, mas ainda assim, não tão bonita quanto a primeira que visitamos.



Daí não dava tempo de fazer mais nada, pois tínhamos que devolver a bicicleta às 17h45 – fiquem de olho, pois cada local tem um horário para devolver. Nós pagamos mais barato, mas era o lugar que devolvia mais cedo, e isso descobrimos só depois.

Nós ainda queríamos ir na Notre Dame, mas deixamos pro dia seguinte, apesar de ser mais distante um pouco e boa para ir de bicicleta – não alugaríamos de novo no dia seguinte, mesmo porque minha poupança não permitiria (que dooooor, hahahahaha).

Voltamos e jantamos no restaurante do hotel que tinha um risoto de camarão que eu estava doida pra provar. A rua do porto é lotada de restaurantes. O do hotel é o primeiro em uma das pontas da rua! Pelo que pudemos perceber, os preços não variam muito, então vai mais da vontade ou do estilo preferido para restaurante.


No domingo acordamos mais tarde, porque estávamos mortos. Precisamos procurar uma farmácia aberta pra comprar protetor solar, porque os dois jacus esqueceram de levar – um dia eu esqueço biquíni, no outro protetor solar, alguém aí quer fazer um checklist pra gente? Hahahahaha

Ficamos bem vermelhos já no primeiro dia e não queríamos arriscar um segundo dia sem o protetor. Acabou que estava tudo fechado em Hyères – já que era domingo – e compramos em Porquerolles mesmo. Caso alguém mais precise, fica aí a dica! Não esqueça seu protetor solar para não sofrer um desfalque desnecessário.

A ideia para esse segundo dia era ir direto para a Plage de Notre Dame, que era mais distante, voltaríamos para almoçar – ou lanchar, dependendo da hora que chegássemos – e passaríamos o resto do tempo na Plage D'Argent, que eu tanto gostei, até dar a hora de voltar pra Hyères. Só que eu me encantei tanto pela Notre Dame que acabamos ficando quase o tempo todo lá! A água transparente de um turquesa indescritível, a areia sem lixo, praias tranquilas que você pode deitar e relaxar. Quase o paraíso na Terra, definitivamente!



Só decidimos voltar quando a fome apertou de vez! Não vão achando que vai ter algo para comer nas praias porque não tem, ok? Não tem quiosque nem nada do tipo. A Plage d’Argent até tem um restaurante (até dá pra ver algumas barraquinhas ali no canto esquerdo da foto), mas foi a única que vimos com essa opção. As mais distantes são bem selvagens mesmo, então garantam um lanchinho e principalmente água!

Pegamos o caminho para voltar, mais 1h30 de caminhada e, depois de comer, paramos na Argent para nos despedir de Porquerolles!

Realmente foi um lugar que eu tinha altíssimas expectativas e não me decepcionou nem um pouco! Pelo contrário! As águas transparentes são de tirar o fôlego e é para querer voltar quantas vezes forem possíveis!

Samara =)

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Onde se hospedar nos Lagos Plitvice na Croácia?


Hoje vou falar para vocês uma dica de onde se hospedar em Plitvička Jezera. Foi uma das dicas mais importantes que recebemos da Meri sobre a viagem para a Croácia. Ela falou que todas as vezes que foi ao parque, ficou hospedada em SOBAS, porque era uma boa economia. Fizemos cara de O.o O que vem a ser isso?! Ela nos explicou que, você basicamente aluga um “quarto” na casa de um morador. Muitos moradores dos arredores de Plitvička têm esse costume e o que mais vimos foram placas indicando esses locais para se hospedar. Quando a casa é muito grande, com vários quartos, eles alugam esses quartos extras para os turistas – parece que alguns reformam ou expandem o local especificamente para esse fim. 

Quando nós olhamos no Booking, descobrimos que a maioria dos “hotéis” disponíveis lá são os quartos ofertados nesse esquema. Estávamos um pouco preocupados, pois não sabíamos exatamente o que esperar, mas além de ser um quarto totalmente bem equipado, com roupa de cama e roupa de banho, no nosso ainda havia uma cozinha anexa, com forno microondas e todos os utensílios necessários, além do banheiro. Tudo isso dentro do nosso “quarto”. 


Agrado da dona do soba para os hóspedes.




Cozinha e o banheiro é a porta logo à esquerda de onde estou e não dá para ver.


E o melhor disso tudo foi o preço! Pagamos aproximadamente 25 euros por pessoa por noite! A dona da casa falava inglês e tudo. Só fiquem espertos porque na maioria dos casos, o pagamento é feito lá na hora, em dinheiro – somente kuna, no nosso caso. Ela não aceitava cartão. Nem sempre o dono fala inglês, é bom conferir isso também antes de fazer a reserva.

A vista também era linda e podíamos ver os moradores "trabalhando rural", como diz meu tio, logo pela manhã. Escutávamos barulhos característicos de uma vida no campo. O cheiro de mato molhado, os passarinhos cantando na janela e aquela paz. Uma maravilha que me fez ter saudade de ir para a roça em Minas Gerias!








Mesmo com tudo que falei acima você não está seguro e prefere um hotel “tradicional”? Tudo bem, lá no parque há quatro hotéis e área de camping. Acredito que seja uma ótima pedida, mas quando decidimos ir, já estavam todos esgotados para a nossa data – você pode conferir disponibilidade aqui. Vi alguns relatos de pessoas que ficaram nesses hotéis e adoraram. O preço era pouco mais alto que do lugar que ficamos (em torno de 35 euros por pessoa), então acredito que valha a pena. Como não tínhamos essa opção, já que reservamos em cima da hora, ficamos satisfeitos com a forma que fizemos!

Alguém já visitou o parque, ou pretende visitar? Ficou dentro do parque ou fora, como nós? Nos conte sua experiência!

Até o próximo post! =)

*Viagem feita em maio/junho de 2014

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Croácia – Opatija

Olás a todos!

Hoje vamos começar com os posts da viagem para a Croácia! Para começar, essa viagem foi muito especial, pois foi indicada por uma grande amiga que fizemos aqui na França, a Meri. Ela é croata, embora criada na Austrália, e vai para a Croácia todo ano. O local que ela nos indicou foi Plitvička Jezera – ou Lagos Plitvice, para facilitar! Falou que era um lugar deslumbrante e que deveríamos conhecer. Tudo bem que além desse lugar, ela nos indicou dezenas de outros na Croácia, mas precisaríamos de um mês para conhecer tudo, e não apenas os quatro dias que dispúnhamos. Por causa disso, a lista de lugares a visitar na Croácia só aumentou! Peço desculpas pelo tamanho do post, mas não consegui colocar menos fotos! o.o

Bom, começamos a procurar a respeito de como poderíamos chegar lá a partir de Nice e vimos que a passagem de avião era muito cara! 

Logicamente, nossa próxima ideia foi dirigir. Já tínhamos andado aqui por perto de Nice nas autoestradas. Olhamos no google maps a distância e o tempo aproximado de viagem. Fizemos algumas contas dos dias que tínhamos e falamos com a Meri o que tínhamos em mente. Como ela é praticamente australiana, e a Austrália é tão grande quanto o Brasil, ela achou totalmente viável nossa ideia! Até cogitou ir conosco, mas ela tinha acabado de voltar de lá com o marido e o filho e acabou desistindo. O mais engraçado foi a reação dos franceses. Como aqui é tudo perto, eles acharam um absurdo dirigirmos 10h para chegar ao nosso destino!


Bom, checamos mais ou menos quanto pagaríamos de pedágio e gasolina, planejamos onde iríamos dormir e partimos! O feriado seria quinta e sexta, então começamos a viagem na quarta, no fim do dia. Como estava quase no verão aqui na França, a noite estava chegando por volta de 21h. Então pudemos fazer uma grande parte do trajeto no primeiro dia. Paramos perto de Veneza, depois de 5h30 de viagem, começando pela A8. Nos hospedamos em Quarto d’Altino – a 20km de Veneza, aproximadamente – no hotel Residence Venice. Como não tinha café da manhã nem nesse hotel e nem em Plitvička, que era nosso destino na sexta feira, estávamos preparados com algumas coisas para lanchar de manhã. O hotel é bem confortável e o quarto imenso! Pretendíamos, inclusive, ficar lá quando fôssemos a Veneza – acabou que não deu, mas isso conto no post de Veneza que estou preparando.

Coloquei o trajeto no google maps do celular – só uma observação, lembrem sempre de salvar o mapa da cidade para uso offline com o “OK maps” do google. Não dá pra salvar o trajeto todo, mas pelo menos a cidade de destino. É uma mão na roda. Bom, como não dava para salvar o trajeto completo, anotei as rodovias que devíamos pegar e os nomes das cidades próximas, só por garantia.

A primeira coisa que vocês precisam ter em mente quando forem à Croácia é que lá ainda não faz parte da Eurozone, que são os países que aderiram ao euro. A moeda utilizada lá é a kuna croata (Kc) que valia – em maio de 2014 – aproximadamente 0,13 euros (ou 1 euro = 7,6 kuna). A gente achou melhor sacar no caixa eletrônico quando chegamos lá. Com o cartão da França a taxa foi muito baixa, não sei como seria com o cartão do Brasil, melhor conferir se vale a pena trocar antes da viagem e já chegar na Croácia com as kunas. Em breve o país começará a usar o Euro e esse problema acabará – assim que algumas metas econômicas forem atingidas, pelo que entendemos – mas parece que alguns locais já aceitam euros, além das kunas. Não demos essa sorte e todos os lugares que fomos só aceitavam kunas.

Bom, acordamos no dia seguinte e continuamos até a Croácia. Outro lembrete importante é que o país, apesar de fazer parte da União Europeia, também não faz parte do Acordo Schengen – que é o acordo feito entre alguns países da Europa que aboliu passaportes e qualquer tipo de controle de fronteira – então para entrar lá precisamos passar pela imigração. Não precisamos sair do carro nem nada. Entregamos os passaportes, o policial federal conferiu nossos vistos para a França, deu o carimbo super legal com um carrinho e seguimos viagem. A previsão é que a Croácia entre para o Acordo Schengen em 2016. Caso sua viagem seja depois dessa data, não haverá mais a fiscalização na fronteira. Até achei legal ter o carrinho carimbado! Me deixa ser criança feliz.



Chegamos na Croácia!!


Como a Meri falou que 2 dias eram mais que suficientes para conhecer o parque, planejamos parar em algum lugar na quinta e chegar no hotel à noite, para dormir e aproveitar Plitvička na sexta e sábado. Decidimos então parar em Opatija, na costa croata. Quando chegamos já fomos brindados com uma vista do mar de tirar o fôlego!

Todo o percurso foi encantador! E as estradas ótimas!


Finalmente, a riviera croata!

A primeira parada seria um supermercado, pois a Meri sugeriu fazermos um piquenique em uma das mesinhas do parque e lá perto não sabíamos se teria supermercado fácil. Paramos então no Bila e compramos tudo que achamos necessário para os cafés da manhã e o almoço de um dos dias – decidimos experimentar o restaurante do parque no segundo dia.

Almoçamos em Opatija mesmo, em um restaurante muito bom e não caro! Pela primeira vez na vida comemos atum de verdade, filé de atum! Achei uma delícia! 


Atum de verdade! hehehe

Além de valer a pena pela vista.... Almoçar olhando pro mar! Adoro!



Daí fomos dar umas voltas pela cidade para conhecer, pelo menos um pouquinho. 





Essa estátua a seguir, The Maiden with the Seagull (A Donzela com a Gaivota), é considerada o ícone da cidade de Opatija. A história da estátua começou em 1891, quando o conde Arthur Kesselstadt e sua esposa morreram em uma tempestade de verão em um local próximo a essas rochas. A família do conde, como uma homenagem, mandou colocar uma estátua de "Nossa Senhora dos Mares", mas a estátua foi muito desgastada com o passar do tempo, sendo assim retirada. Foi restaurada e se encontra no Museu Croata do Turismo em Villa Angiolina. Em seu lugar, em 1956, foi colocada essa nova estátua, esculpida por um artista croata, Zvonko Car. Desde então tem encantado turistas dia após dia. Parece que durante a noite ligam holofotes na Donzela e fica maravilhoso. Infelizmente não ficamos na cidade até a noite para conferir. Caso alguém aí tenho visto com as luzes, nos mostre as fotos!! Fiquei bem curiosa!



Eu e o Felipe colecionamos canecas, então sempre que vamos a um lugar diferente, tentamos achar uma caneca interessante para se juntar à nossa coleção. Paramos em uma banquinha de souvenirs, com esse propósito, e quando o senhor, dono da banca, descobriu que éramos brasileiros, fez a maior festa! Principalmente porque o primeiro jogo da copa seria Brasil x Croácia – sim, aquela vergonha! Batemos uns papos com ele e a esposa e continuamos o passeio! Caso queiram comprar alguma lembrança na cidade, passem na banca dele! É entre esse restaurante que falei e a escultura da Donzela com a Gaivota. Tinha umas coisas bem interessantes e o preço era mais interessante ainda!

Essa é a barraquinha e o casal no banco são os donos! Muito simpáticos!

Ah, caso passem por lá de carro, fiquem espertos porque tem que pagar para estacionar na rua. O bom é que não é caro, o problema é que só aceita moeda no parquímetro e quando você saca o dinheiro, só vem notas, claro! Precisamos entrar em uma lojinha de lembranças e comprar alguma coisa. Pedi para a moça o troco parte em moedas e voltamos no carro para colocar o ticket do parquímetro no carro. O valor da hora era 5 kunas, que achamos bem razoável.

Depois de rodar pela cidade um pouco, continuamos as 3 horas, aproximadamente, até o nosso destino. O que não contávamos é que os últimos 30 km iríamos levar muito mais tempo para fazer pois já estava de noite e tínhamos que passar no meio da floresta para chegar. E quando digo no meio da floresta, não estou brincando! O máximo que dava para fazer eram 20km/h, por causa do escuro e do tanto de curvas. Além dos animais na pista. Vimos um veado – Bambi <3 – e um porco-espinho-coisa-mais-fofa! Gente, quase morri de fofura quando vi o porco-espinho no meio da pista! Parei pra esperar ele sair com aquelas perninhas mínimas, e segue viagem. Acabamos chegando quase 22h.

Demorou, mas chegamos!! Foi exatamente nessa hora que vimos o Bambi! <3

Se essa for uma opção viável, aluguem um carro. Gente, as estradas croatas são excelentes e, como já disse lá em cima, a vista é maravilhosa. Se a gente não tivesse com o tempo tão apertado eu teria sugerido ao Felipe de fazermos umas paradas em algumas cidadezinhas, de tão fofas que eram, como por exemplo uma que chama Fuzine. Parece cidade de brinquedo, com as casinhas pontudas, para não acumular neve e tudo mais. Um sonho.



Vou fazer um post especial sobre hospedagem, pois achamos ótima a dica que a Meri nos deu.

Bom, na quinta à noite chegamos ao hotel e fomos tentar dormir mais cedo para aproveitar bem a sexta-feira no parque.

Essa parte vou deixar para o próximo post!

Até lá! =)

*Viagem feita em maio/junho de 2014

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Toscana, começando por Florença – parte II

Continuando o "roteiro" que fizemos em Florença... O último dia que tivemos na cidade foi destinado à catedral, com suas adjacências, e ao Palazzo Vecchio. Começamos o dia visitando a praça onde estacionamos, a Piazzale Michelangelo, como falei lá no outro post. Aí tem uma segunda réplica da escultura de Davi – o terceiro Davi que vimos em Florença. Me falaram que existem quatro, mas o 4o não conseguimos encontrar. Independente de querer estacionar lá ou não, não deixem de ir nessa praça! É um dos locais com a vista mais interessante da cidade. É uma ótima pedida para quem não anima subir das torres – da igreja ou palácios.